É um braço de ferro, mas sem braços. Sem um polegar que se esforça por magoar o adversário. Sem um cotovelo que teima em levantar-se da mesa.
Aqui não há batota. Só sofrimento.
Mas não vergo, não vou chorar.
Continuo firme nesta luta contra essas tipas salgadas que empurram, fazem força de mil homens e que eu suporto não sei bem como nem até quando.
Por vezes uma delas põe-me um brilho no olhar, e eu, optimista como nunca, lá penso: "Afinal ainda tenho brilho em alguma coisa". Depois esmago-as apressadamente com as costas da mão e lá se foi o brilho. Sou novamente fosco.
Que raio!? Nem isto controlo?
Com que direito me denunciam?
E se ela nota? Onde vai parar toda esta frieza em que me empenho?
De repente algo que me tranquiliza. Alguém que passa e me diz: - "Está com uma conjuntivite, tem os olhos vermelhos!"
Boa! Sempre me posso desculpar por aí, já começava a abusar da desculpa da constipação.
E eis que, inesperadamente, algo me faz sorrir. Diz o Júlio Machado Vaz: "... não existe pior vergonha que a de não explorar o amor com alguém de quem se gosta".
...
Devias de ter vergonha!!! Meu amor...
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