4 de agosto de 2011

Não resisto a partilhar

Preparo aulas. E tropeço numa comparação deliciosa.
Partindo da obra A Teoria dos Sentimentos Morais,
de Adam Smith, em que - aparentemente, sou leigo
na matéria... - ele sublinha a importância da capacidade
de nos pormos no lugar do Outro, única forma de
moderar a cupidez no mercado, Laqueur demonstra
como a masturbação era condenada por também ir para
além do «egoísmo e luxo permissíveis» numa sociedade
burguesa que mergulhava nas delícias do consumo.
A masturbação, como a especulação, não seria geradora
de qualquer bem comum.
E digo para os meus botões: estaríamos bem melhor
se alguns financeiros, portugueses e estrangeiros, se
entregassem mais ao auto-erotismo e menos à actividade
bolsista...

 "Curiosa equivalência" - Júlio Machado Vaz (aqui entre nós)

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